1 de março de 2015

Somos todos corruptos ou corruptores?

O assunto não é novo, muito menos algo que começou recentemente, talvez isto tenha acompanhado a humanidade desde o princípio.
Conhecemos e vemos nos noticiários a corrupção governamental, ou seja, a que acontece no meio político.
São deputados, ministros, diretores de empresas estatais envolvidos com propinas e privilégios junto a empreiteiras e outras empresas em troca de favores, de licitações.
Isto é o que estamos acompanhando e parece distante de nós, algo que acontece somente em esferas de mais alto escalão e aí que nos enganamos.
Temos o conceito de corrupção, do latim corruptus que quer dizer quebrado em pedaços, ou como verbo corromper , tornar-se podre, dentro outros.
Porém este conceito pode ser amplo e atingir a todo cidadão comum, pois a corrupção não ocorre somente nas esferas mais altas e, tão pouco, somente na política.
Seríamos todos corrutos ou corruptores? Em alguma situação da vida, por uma determinada ocasião, teríamos cometido este ato ilícito e corrompido alguém ou sido corrompido, ativa ou passivamente?
Olhemos para nossa vida e reflitamos, julgamos e jogamos pedras, e cobrar é um direito, mas como fazê-lo olhando o nosso cotidiano e não sermos hipócritas em algum momento?
Seria uma corrupção diferente de outra? Ou seja, uma que envolva milhões e uma que envolva míseros reais diferentes? Uma justificável e outra não? Como julgamos este ato?
Furar uma fila, subornar um guarda, não devolver o troco dado a mais, colar na prova, parar ou sentar em vaga para pessoas deficientes ou idosas, não socorrer quem precise, mentir para obter vantagem, adulterar balança ou produto, dentre outras que poderia citar, seriam “pequenas” corrupções ou meros atos ilícitos?

Reflitamos para que nossa cobrança seja realmente eficaz, não podemos aceitar nenhum erro, porém devemos também não cometê-los ou, se não tiver como em extrema necessidade, evitar de cometê-los.

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