2 de julho de 2019

A droga é de quem?


Nossa indignação é tão espetaculosa quanto as notícias, gostamos de espetáculo e quando ele não é no circo ou na arena é na internet, ela é o novo circo, a nova arena, onde assistimos do conforto de nosso lar com o pão na mão o espetáculo midiático.
No caso recente do piloto pego com as drogas, ele pagará o pato, mas e a droga de quem era? Para quem ele estava levando? Ou vai ficar por isso mesmo.
No caso do helicóptero com cocaína o que deu? A mídia não falou mais nada porquê? Só quer o espetáculo?
Ficamos felizes quando a mulinha que vende drogas na esquina é presa, mas meia hora depois já tem outra no lugar, como sempre quem vai para cadeia será sempre o mais fraco, menos favorecido, que por vários motivos entrou nessa maldita vida.
Das nossas poltronas, empregados e tendo o que comer achamos que essas pessoas menos favorecidas e que não tiveram a mesma oportunidade devem se virar e escolher coisas boas para fazer porque nós conseguimos e elas também irão conseguir, que balela, por acaso você ou eu daríamos nosso lugar a elas? Claro que não porque lutamos para isso e elas devem fazer o mesmo.
Como é fácil falar de onde estamos, mas sem perspectivas, sem as três refeições diárias, sem casa, sem educação, sem boas roupas, sem boa aparência, ou seja, no lugar e na situação delas o que faríamos?
O piloto, quantas vezes ele viajou levando drogas? Porquê? Qual sua motivação? A mando de quem?
Nós seres humanos parece que nunca evoluímos, só mudam as formas de escravidão, de segregação, de seletividade, o que acontecia a dois mil anos atrás acontece ainda, só que mais moderno.


19 de maio de 2019

Idiota útil

Quando você chama alguém de idiota, qual é o objetivo na discussão? Desqualificar o oponente ou rebater um argumento? E como você chega à conclusão que alguém é idiota? A base é você mesmo? Ou ainda é porque a outra pessoa pensa de uma forma que não seja a sua?
Quando você chama alguém de burro é para desqualificar o oponente, rebater um argumento ou é porque ele discorda e pensa diferente de você que é inteligente?
Com esses “argumentos” você quer o que: convencer e fazer seu oponente mudar de opinião? Ou somente quer mostrar que quem discorda de você, mesmo que você esteja certo e a pessoa errada, é uma pessoa inferior e que você é tão conhecedor do assunto que se discordar de você a pessoa só pode ser burra ou idiota?
Hipocrisia nunca foi tão desqualificada como palavra, é qualquer coisa menos o que ela é.
Não existe debate de ideias, existe eu estou certo e você errado porque discorda de mim seu idiota útil e burro.
Não vamos chegar a lugar nenhum dessa forma e não tenho esperança de melhoras a curto prazo. Talvez leitura e respeito possam melhorar o cenário, com muita educação, e não só a acadêmica, a educação como pessoa mesmo.


19 de março de 2019

São José, homem contemporâneo


As histórias sobre São José são bem parecidas, pois pouco se sabe de sua vida, somente aquilo que está nas escrituras e alguma coisa da tradição, também algumas lendas.
Mas sua vida e suas atitudes são bem contemporâneas em se tratando da época que viveu, em que o machismo era muito mais acentuado e a mulher tinha seu valor bem diferente de agora.
José pode ser um exemplo bem atual de um homem sereno, trabalhador, era carpinteiro, simples, humilde e que tomou uma decisão bem atípica de sua época.
Ao encontrar sua noiva grávida poderia tranquilamente, a lei o apoiava, denunciá-la como adultera e Maria seria apedrejada juntamente com o filho que carregava no seu ventre.
Essa atitude de José foi escolhendo a vida, ali ele amou, tanto sua futura esposa, como o filho que ela carregava que não era seu, cuidou dos dois até sua morte.
Uma atitude dessas há mais de 2000 anos depois do ocorrido ainda parece estranha, poucos homens teriam essa coragem de salvar duas vidas e ainda cuidar delas com seu trabalho. Poucos homens teriam o amor que ele teve, e muitos escolheriam abandoná-la.
Hoje abandonam mesmo sendo o pai legítimo, hoje escolhem a morte de uma gravidez indesejada, hoje escolhem a “honra” em detrimento do amor.
São José é daqueles grandes homens da história da humanidade fora do seu tempo, sábio e generoso, sensível e humilde. Hoje ainda tirariam “sarro” da cara dele.
Quiçá todos os pais fossem como São José, quiçá os homens fossem como ele.
Jesus teve a quem “puxar”...


9 de março de 2019

Sobre moral, imoral e amoral


Sobre moral, imoral e amoral.

Definições:
Moral: é o conjunto de regras adquiridas através da cultura, da educação, da tradição e do cotidiano, e que orientam o comportamento humano dentro de uma sociedade.
Etimologicamente, o termo moral tem origem no latim morales, cujo significado é “relativo aos costumes”.( https://www.significados.com.br/moral/ )

Imoral: é um adjetivo de dois gêneros com origem no latim immoralis que significa uma atitude contrária à moral ou qualifica uma pessoa que se comporta sem moralidade.
A palavra imoral é formada pelo prefixo "i" e o substantivo "moral", sendo que o prefixo é usado para sugerir uma negação ou ideia contrária, neste caso mudando o sentido do substantivo. ( https://www.significados.com.br/imoral/ )
Amoral:  é um adjetivo de dois gêneros que classifica alguém sem noção de moral, ou seja, não é contra nem a favor dos princípios da moralidade.
Amoral é aquilo que está fora da moral, ou seja, é aquilo que é neutro no que se refere à ética.  Em um sentido prático, um indivíduo amoral vive sem as condições subjetivas exigidas para que os seus atos ou juízos sejam morais. (https://www.significados.com.br/amoral/ )
            Diante destes três conceitos suas atitudes são morais, imorais ou amorais? Talvez isso dependa muito da circunstância, do local onde você está ou vive. Depende até de sua religiosidade ou não e do modo como foi criado, educado.
            Sem entrar na esfera da ética, a questão moral, relacionada aos costumes de um povo, sua cultura e seus preceitos, mesmo cumprindo todos eles você pode estar tendo uma atitude moral para aquilo que você conhece como moral em sua cultura e sendo imoral ao mesmo tempo, dependendo o local que você está e ali a sua moral não prevalece, pois, sua atitude mesmo sendo moral para aquilo que você conhece, pode estar sendo imoral no espaço que você está inserido no momento.
Portanto, ser moral, imoral ou amoral vai depender de onde você está no momento.
Os conceitos destas três palavras mudam conforme o espaço, local que você se encontra, depende da cultura, da religião, dos costumes e não é regra geral para todos.
Numa determinada cultura de um país nadar na praia de biquíni pode ser algo comum e em outros países pode ser algo imoral. Em um local você estará de acordo com o costume daquele povo e no outro você estará quebrando uma regra estabelecida, uma regra moral.
A pena de morte pode ser moralmente aceita em determinadas nações e em outras é moralmente abominada.
São muitas situações, e quando você não se identifica com nenhuma delas, não se ofende e não pratica, não costuma ser imoral, mas amoral, pois estas regras você não as segue e nem as quebra, simplesmente convive com elas sem se importar.
Enfim, isso faz a moral ser diferenciada da ética, que pode ser universal, enquanto a moral não.




18 de fevereiro de 2019

Capitalismo x comunismo (ou socialismo) A dicotomia burra


A discussão comunismoxcapitalismo é tão vaga quanto o conhecimento das duas correntes, a maioria não leu seus autores, mas se dizem conhecedores tanto de um como do outro, porém todos são doutores doutrinando com memes e publicações vazias de acordo com seu interesse e ideologia, mesmo sem mesmo se aprofundar.
Dizem uns que o comunismo não deu certo em nenhum país e citam alguns que estão na banca rota para demonstrar isso, mas não se aprofundam na questão, não buscam informações, não querem saber de saber as causas das dificuldades, nem mesmo analisam com olhar crítico, somente o que lhes interessam.
Dizem que o capitalismo é o bom citando alguns países que se destacam como sendo capitalistas, e novamente não se dão o trabalho de olhar tantos países capitalistas que se encontram na mesma, ou pior, situação dos comunistas citados.
Tudo é superficial.
Nem um e nem outro, isoladamente, será bom o suficiente, mas a mescla dos dois seja o caminho.
Não adianta eu querer estado menor se na minha cidade eu quero que a prefeitura faça tudo, que limpe a sujeira do bueiro, corte o mato dos terrenos particulares, combata a dengue. Isso são coisas que a própria população pode e deve fazer quando exige um estado menos intromissor,  o município é parte do estado.
Vamos continuar um bom tempo nessa dicotomia absurda e inepta, sem aprofundamento, somente embasando falsas definições que atendam ao interesse particular.
Ninguém quer todos ricos, isso é impossível, ninguém quer todos pobres, isso é burrice, queremos dignidade, que todos possam viver com dignidade tendo direito e oportunidade de poder viver debaixo de um teto, com trabalho digno e salário justo, educação e saúde disponível em alto nível, comida de boa qualidade, enfim, igualdade de oportunidades.


20 de janeiro de 2019

O BELO (continuando)


O BELO, a beleza em si como adjetivo, está muito ligada à aparência das coisas, da natureza e, inclusive, das pessoas.
Para algo ser considerado belo ele só precisa agradar um sentido, o da visão, pois é por este sentido que classificamos o que é belo, ou seja, se é bonito ou feio.
Quanto às coisas, os objetos, a beleza também está ligada ao gosto pessoal, um carro rebaixado é lindo para alguns e horroroso para outros, mas uma paisagem pode ser bela para os dois. Portanto, quando se tratar da natureza, flora e fauna, as opiniões costumam ser mais afinadas, tem mais concordâncias entre as pessoas e sociedade.
Mas, por exemplo, você conseguiria ver beleza em um tsunami? Vê algo belo nele como acontecimento natural?
Quanto às pessoas, muito da beleza está ligada à aparência, bonito e feio, uma questão de estética. Em muitos casos esse “problema” pode ser resolvido com maquiagem, plásticas, roupas e outros métodos de correção da aparência, basta alguma intervenção e a aparência estética da pessoa se transforma.
Enfim, podemos chegar à conclusão que belo, a beleza, está imediatamente, em seu primeiro plano, ligado ao sentido da visão, aquilo que agrada meus olhos, meu olhar, porém quero em uma definição mais abrangente e tentar associá-lo aos outros sentidos para que o belo tenha um sentido mais amplo e perto da perfeição, não o atrelando somente à estética ou aparência e muito menos ao gosto pessoal.


14 de dezembro de 2018

Sobre o preconceito...

Sobre o preconceito...
"Opinião ou sentimento concebido sem exame crítico"
Em algum tempo, todos já devem ter cometido algum preconceito, com maior ou menor intensidade, com alguma pessoa ou coisa.
Pode ter sido pela cor da pele, etnia, aparência, pelo modo de vestir, classe social, lugar onde mora, enfim, por motivos diversos.
Eu vejo isso como algo intrínseco nos humanos, quantas vezes você não julgou uma pessoa antes mesmo de conversar com ela é depois vou que não era nada daquilo que você achava que era?
Nós fazemos muitos julgamentos precipitados e, pode ter certeza, também somos julgados precipitadamente.
São vários os motivos que nos levam a praticar o preconceito como ideologias, modo de viver, falta de informação e aprofundamento, forma como fomos criados, grupo social, dentre outros motivos.
Mas podemos superar isso e diminuir muito lendo, aprendendo, tendo compaixão.
Às vezes algum tipo de preconceito pode ser uma auto defesa por alguma situação já vivida ou por precaução, mas não deve ser regra por generalização.
Para diminuir o preconceito precisamos de informação e conhecimento e mudança de atitudes.

9 de dezembro de 2018

O BELO (pequena introdução)

O BELO, também denominado lindo, maravilhoso, bonito dentre outros sinônimos, é um problema filosófico que parte da pergunta filosófica: o que é o BELO? 
Vários filósofos desde Sócrates, e até antes, já tentavam definir o que é o BELO.
Essa questão contínua como problema filosófico porque não há uma definição sobre o tema, mas várias, e o que é BELO para mim pode não ser para você que está lendo o texto, bem como em diferentes épocas algo é considerado BELO e depois não mais.
Então o que é o BELO? Seria uma algo específico, ligado à aparência? Ou seria algo mais complexo e completo somando-se vários itens a serem considerados para se chegar a uma conclusão se é ou não aquele algo BELO?
Me atreverei a uma dissertação sobre o assunto considerando vários pensadores, a história e a atualidade. 
Então, o que é o BELO?

30 de setembro de 2018

A morte


 “O mais espantoso de todos os males, a morte, não é nada para nós, pois enquanto vivemos, ela não existe, e quando chega, não existimos mais”, já dizia Epicuro há 300 a.C.
Eu diria que além da morte não existir para quem está vivo, ela pode não ter o mesmo efeito sobre nós em relação aos que já não vivem mais, aqueles que já a encontraram e não tem mais presença física por aqui.
Mas pensemos, se uma pessoa viaja, ou se muda para outo lugar onde não a veremos mais, não é como alguém que morreu e não temos mais perto de nós?
Mesmo a pessoa não tendo morrido, não a vemos mais, assim como as que morreram e não as vemos mais, porém as temos na memória, na lembrança, e pensando assim estão todas vivas, inclusive as que morreram, porque nós estamos vivos e as levamos na lembrança.
Portanto as pessoas que morreram, não estão mais entre nós em corpo, ainda continuam vivas da mesma forma que as pessoas que não morreram e estão longe de nós.
Assim, as pessoas que morreram continuam vivas de alguma forma e só morrerão de fato, para nós, quando a morte nos encontrar.


17 de setembro de 2018

Vote certo...


Votar certo é o que? Votar no candidato que você escolheu? Como assim? E depois disso se diz democrático? Ou seja, a pessoa não tem que analisar, escolher, basta votar naquele que ela vota e ela é inteligente, senão você é burra e não sabe votar, ela que é inteligente e sabe...
Isso não é de agora, mas exacerbou de certa forma que se tornou ridícula esta atitude, onde pessoas querem te forçar a escolher o que ela escolheu, e discorda pra ver...
Como dizem a democracia não é o melhor regime, mas é o “menos pior” dentre os outros que, talvez, conheçamos.
Liberdade de escolha, de expressão, só quando for com meu candidato, senão você é tapado, alienado.
Porque não fazemos diferente? Colocamos as razões pelo qual voto no meu candidato e mostro a plataforma dele e você expõe o porquê vota no seu e expõe a plataforma dele e cada um escolhe quem quiser.
Não existe voto certo, você só vai saber se escolheu bem depois que terminar o mandato de quem você elegeu.