Um novo 1964 ou uma nova colônia?
Primeiro turno findado e o
resultado posto, o cenário que a maioria imaginava, a polarização que vem
cegando grande parte da população.
Não é voto de protesto e nem voto
consciente, é voto de ódio, sem saber o porquê, é voto para tirar um e colocar
outro sem nenhum tipo de análise crítica.
A corrupção que se atribui a um
não se atribui a outro, mesmo com todas as evidências e provas, mesmo estando
escancarada, mas o ódio cego só enxerga uma coisa, tirar o que está.
Não importa o que determinado
candidato diga, se vai tirar direitos, se vai jogar o país de arrasto nos pés
do imperialismo, entregar nossas riquezas, o que importa é tirar quem está, nem
que seja para vender a alma, o patriotismo que não é patriotismo.
Estaríamos às portas de um novo
1964? Voltaremos a ser uma colônia?
As mulheres podem perder o
direito ao voto, o Brasil perder sua soberania, podemos entregar nossas
riquezas de mão beijada, o importante é tirar quem está.
Tínhamos alternativas sim, mas quem
procura saber quem são? A própria mídia já escolhe os que devem estar na
berlinda e inviabiliza os demais. Hoje o candidato não precisa ter um plano de
governo, basta “lacrar”, fazer cortes nas redes, falar um monte de coisas
desconexas, sem base e fundamento, basta criar espantalhos e gritar muito.
Enfim, espero que não seja um
fim...e que tenhamos que passar mais duas décadas de abusos...a história deve
servir para que aprendamos a não repeti-la, porém, poucos ligam para as aulas
de história, sociologia, geografia, filosofia...