4 de setembro de 2026

Escolhendo os candidatos para essa eleição.

 


Para deputado(a) estadual, federal e senador(a): conhecer os que se alinham mais com aquilo que penso, que defenda o trabalhador, não pertença a bancadas burguesas, se já tiver mandato pesquisar como gastou a verba de gabinete e como votou os principais projetos, inclusive quais propôs.

Para governador: ler o programa de governo, assistir algumas entrevistas, conhecer as propostas. Isso vale para presidente também.

Não basta ter enviado verba para o município, é preciso saber como gasta, como vota, quais projetos apresentou ou apoia.

Nossa democracia é dominada pela burguesia, por quem tem o poder econômico, portanto, é necessária uma boa escolha, tanto para os cargos do legislativo e executivo, visto que se o(a) candidato(a) não apoia pautas que realmente possam fazer uma diferença na vida da população, não merece o voto!


15 de agosto de 2026

Eleições 2026 – Legislativo estadual e federal

 


Nessa primeira postagem vou colocar algumas perguntas, questões, e, mais adiante, responder e falar sobre elas...

Você se lembra em quem votou para deputado(a) estadual e federal? E para senador(a)?

Você fez algum tipo de acompanhamento do legislativo, seja estadual ou federal?

Sabe como votou, quais propostas apresentou, quais requerimentos de informações pediu, quantos dias trabalhou, qual o salário, quantos assessores possui, como gasta sua verba de gabinete e como trabalhou suas emendas parlamentares?

Você vai escolher o(a) mesmo(a) da última eleição? Como vai escolher, pelo trabalho apresentado ou por que enviou uma emenda para o município?

Vai escolher por que um vereador pediu, o prefeito pediu, um amigo indicou ou vai pesquisar por si mesmo como um eleitor autônomo que analisa todo o conjunto antes de decidir?

Parece simples, mas, nessa democracia limitada, na qual povo tem pouca participação direta, é necessária uma boa análise, pois serão eles e elas que irão decidir por nós durante os próximos 4 anos.

Não adianta escolher alguém que fale bem e bonito, faça vídeos virais, que envie verbas ao município e, depois, vote para dificultar a vida do povo trabalhador, retirando direitos conquistados e beneficie determinados grupos.

Conscientize-se...pesquise...reflita...


3 de maio de 2026

Política: serviço ao bem comum ou jogo de interesses?

 

Falar sobre política sempre envolve o risco de ser mal interpretado, pois a política partidária frequentemente é marcada por paixões e polarizações.

No entanto, política é mais do que partidarismo. Embora os partidos sejam necessários para a organização da vida pública, essa divisão em grupos sempre existiu, ainda que de formas diferentes em cada época.

Para Aristóteles, a política é a forma de organizar a vida na cidade de modo coletivo, estando profundamente ligada à ética e à virtude. O governante deveria ser virtuoso e agir em favor do bem comum; assim, alcançar-se-iam a justiça e a felicidade.

Platão, em sua obra A República, idealiza um Estado perfeito, no qual o governo caberia ao “rei-filósofo”, alguém plenamente formado e dotado de sabedoria.

No âmbito religioso, especialmente no catolicismo, destaca-se o Compêndio da Doutrina Social da Igreja, que propõe uma reflexão sobre o convívio humano à luz de Cristo. Nele encontramos afirmações importantes, como:

“A comunidade política existe para a realização do bem comum.” (n. 168)

“A autoridade política deve garantir a vida ordenada e justa da comunidade, sem substituir a livre atividade dos indivíduos e dos grupos.” (cf. n. 394)

Nessa mesma linha, Paulo VI afirma na Octogesima Adveniens:

“A política é uma maneira exigente — mas não a única — de viver o compromisso cristão ao serviço dos outros.”

Apesar dessas concepções elevadas, a política contemporânea muitas vezes se apresenta como um jogo, com vencedores e perdedores, cercado por torcidas apaixonadas que transformam líderes em “mitos”. Enquanto isso, a vida da população oscila: por vezes melhora, mas frequentemente de forma lenta, impedindo que gerações inteiras alcancem seus objetivos, beneficiando apenas uma parcela privilegiada.

Diante disso, é possível pensar que a política poderia ser praticada de modo mais justo e efetivo, voltada verdadeiramente ao bem comum, sem que seus agentes fossem exaltados simplesmente por cumprirem suas obrigações.


20 de abril de 2026

Política com (qual) finalidade!!??

 


A política sempre foi uma disputa um tanto apaixonada, muitos sentimentos envolvidos, pouca racionalidade...
"...o fim da política é o bem humano supremo", essa frase eu escrevi para todos que adquiriram meu livro, ela não foi dita desta forma por Aristóteles, é uma síntese do seu pensamento quanto a política, ou seja, o bem comum acima do individual.
A política vista como "torcida de futebol" é uma lástima, políticos vistos como "mitos", "salvadores da pátria", pessoas acima do bem e do mal é um grande equívoco, esses seres não existem...
Olhar o candidato a deputado, ou candidata, pela verba que enviou ao município é um equívoco, é necessário acompanhar como ele se comporta nas votações, vota a favor ou contra o povo?
Vou aprimorar essa reflexão quanto à escolha de candidatos, quanto a emendas parlamentares e quanto ao papel de cada poder, especialmente municipal.

3 de janeiro de 2026

Venezuela livre???

 

Estamos vendo em tempo real a invasão dos EUA a um país livre.

A grande desculpa da vez: Maduro é ditador e seu governo protege o narcotráfico, mas será?

Precisamos lembrar qual era a desculpa para a invasão do Iraque?

A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo ( https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47795371 ) e isso já é um bom motivo, ou melhor, é o único motivo!

A Venezuela não está longe, menos gasto com logística, não é um país com grande poder de resistência armada, derrubando o governo de Maduro e ajudando a dar um golpe colocando um governo alinhado a seus interesses facilita para os EUA tomar posse do petróleo venezuelano.

O resto é conversa, é cortina de fumaça, há países com ditaduras muito mais efetivas, com ataques a seus cidadãos, execuções, terrorismo, mas esses países não têm o que interessa aos Estado Unidos, o país mais terrorista e invasor do planeta.

Não há nada de novo no modus operandi desse governo imperialista, terrorista e invasor...


2 de janeiro de 2026

Ano novo, de novo!!??

 

O nosso calendário proporciona que possamos ter um início e um final para um determinado tempo, nesse caso, após 365 dias, comemoramos um novo ano.

Toda vez renovamos os sonhos, esperanças, desejos e metas e queremos nos livrar daquilo que não deu certo.

Uma forma de fazer essa renovação, iniciar um novo ciclo, pode ser sentando e anotando tudo que no início do ano nós planejamos, tudo que queríamos realizar, o que deu certo e deve ser continuado e os equívocos que necessitam ser corrigidos ou abandonados.

Nós não precisamos fazer isso só no início de cada ano, podemos mudar a rota durante o andamento dele, corrigir a direção, equalizar as ações e continuar a caminhada.

Esperar um novo ano para iniciar algum projeto que pode ser iniciado sem que seja necessária essa espera, pode não chegar!

Fazer uma lista do que é mais breve, daquilo que pode esperar mais ou não há como iniciar de pronto e anotar o que vai demorar mais, a longo prazo, pode ser uma forma de organizar a rota.

Seja como for, todo dia pode ser um momento de mudança, no seu aniversário, ou qualquer outra data.

Só não espere demais...


15 de outubro de 2023

Israel ou Palestina?

 Ano passado Rússia e Ucrânia, um conflito armado, uma guerra entre dois países, um europeu e outro transcontinental, com suas histórias e problemática geopolíticas.

Agora, recentemente, Israel e Palestinos, passeatas em favor de um e de outro, duas nações com suas histórias, conflitos, que envolvem uma série de fatores geopolíticos como colonialismo, religião, etnias, invasões, conflitos etc.
Além desses dois conflitos, existem outros dentro do continente africano, com golpes e conflitos civis entre seus povos. Esses conflitos não tem tanta mídia, pense o motivo, não tem tanto interesse de quem domina.
No Brasil não temos guerras, mas temos vários conflitos envolvendo os indígenas, negros na cidade e nos quilombos, trabalhadores em condições análogas à escravidão, drogas e milícias. Como esses conflitos no Brasil ocorrem em locais específicos e com populações específicas, não causam uma comoção generalizada e nem uma empatia que leve a ações concretas do próprio povo.
As redes sociais fabricam especialistas sem o serem e aqueles que o são pouco espaço tem na mídia.
Não aceitamos opiniões em nossas vidas que não estão de acordo com aquilo que queremos, mas opinamos em coisas que nem temos profundidade para fazê-lo. O mínimo é pegar livros de história e ler muito para, ainda com muita dúvida, esboçar uma opinião além do senso comum.

3 de setembro de 2023

Quem dá emprego é a demanda e não o empresário...

 

Vamos discorrer sobre o assunto.

Um empresário para abrir uma empresa precisa estudar a demanda daquilo que ele quer fabricar ou vender, um empresário não abriria uma empresa que não tivesse uma demanda.

Pesquisando a demanda, o empresário abre sua empresa com 20 empregados para o que ele precisa produzir. Os 20 empregados são para uma produção de 1000 peças por mês. Ele não vai abrir vaga se a demanda não aumentar e se ela diminuir vai ter que dispensar.

Passados 6 meses ele começou a ter em estoque muitas peças porque a demanda diminuiu, ele só está conseguindo vender 500 peças e para essa produção ele necessita somente de 10 funcionários, pois se ele continuar com os 20 terá prejuízo, visto que ele visa lucro. Ele dispensa 10 funcionários pela diminuição da demanda.

Visto esse exemplo fica claro que a demanda é que abre ou fecha vagas de emprego, ninguém dá emprego a alguém se a demanda não exigir.


26 de janeiro de 2023

Proletariado e burguesia: uma reflexão...

 

(Este ensaio é uma reflexão sobre o assunto e não é definitivo, mas um início de algo que pode vir a se tornar um pensamento mais concreto nessa linha de raciocínio, após mais leituras e estudos)

 

Proletariado e burguesia

 

“A história de todas as sociedades até nossos dias é a história de lutas de classes” (Marx e Engels, Manifesto do Partido Comunista, Escala, 2007)

A partir da frase acima inicio minha reflexão sobre quem pertence ao proletariado e quem é a burguesia.

A burguesia seria formada pelos detentores do capital, aqueles que possuem, não só dinheiro, mas os meios de produção, sejam industrias, comércios ou propriedades, rurais ou urbanas.

O proletariado seria formado pela classe trabalhadora que vende seu produto, ou força de trabalho, em troca de salário, em troca de dinheiro, seja o montante que for, seja a pessoa que for, mesmo autônomos e prestadores de serviço.

Dentro da burguesia poderíamos ter outras divisões, a alta burguesia, a média burguesia e a baixa burguesia. Da mesma forma no proletariado teríamos as divisões como classe alta, média e baixa.

Os grandes burgueses são os bilionários, donos de grandes corporações e latifúndios, a média burguesia é formada pelos detentores de empresas médias e a pequena burguesia formada por detentores de pequenas propriedades e empresas. Uma coisa em comum entre eles é que não necessitam vender sua força de trabalho, possuem empregados que fazem isso por ele, enquanto ele recebe os lucros e acumula seu capital.

No proletariado o que faz todos serem dessa classe é que necessitam vender sua força de trabalho para ganhar seu sustento, mesmo o jogador que ganha milhões e o operário que ganha um salário, eles pertencem a mesma classe, porém com a diferença de que um ganha muito bem e o outro muito mal.

(continua)


12 de janeiro de 2023

Nota sobre o socialismo e comunismo

 

Hoje está na moda chamar as pessoas de “comunista”, mesmo sem saber de fato o que é ser comunista.

Há um fato, socialismo não é o mesmo que comunismo, são coisas diferentes, em momentos diferentes e históricos.

Não é qualquer pessoa que possa ser chamada de comunista, para tal ela precisa conhecer a fundo esse movimento, não é usando uma camisa do Che, do Fidel ou com uma foice e martelo que fará da pessoa um comunista, talvez ela nem esteja preparada para isso.

Mesmo se a pessoa se considerar de esquerda não quer dizer que ela seja comunista, ser a favor de uma educação para todos e gratuita, de um sistema de saúde para todos e gratuito, segurança, lazer, moradia, isso não faz de você um comunista.

O socialismo, bem resumidamente, tem todos os elementos acima citados, entre outros, mas em uma sociedade democrática, que não tenha viés socialista, as mesmas benesses podem existir, e o país não será socialista e muito menos comunista por causa disso.

Nunca existiu um país comunista de fato, há sim países com experiências socialistas que não chegaram a atingir o propósito comunista.

Portanto, nenhum país se torna socialista do dia para noite e muito menos comunista, é uma transformação histórica e necessita de tempo.